Feira do Conhecimento · 5º ano

MISSÃOUNIVERSO

Uma viagem pelos mistérios do espaço sideral.

Prepare-se para descobrir planetas, estrelas, galáxias e os segredos de uma das maiores aventuras da humanidade: explorar o Universo.

Iniciar expedição

Foto da Terra: NASA Earth Observatory / NASA Goddard Space Flight Center (dados do satélite Suomi NPP). Imagem composta de várias passagens de satélite.

Saindo da Terra rumo ao início de tudo…

Expedição 01

OS MISTÉRIOS DO UNIVERSO

Do Big Bang aos buracos negros

Assunto 01 · Origem do Universo

COMO TUDO COMEÇOU?

O Universo é tudo o que existe: o espaço, o tempo, a matéria e a energia. Os cientistas estimam que ele tem cerca de 13,8 bilhões de anos.

A explicação científica mais aceita para o começo do Universo se chama teoria do Big Bang. Segundo ela, há cerca de 13,8 bilhões de anos o Universo era muito quente, muito denso e muito pequeno. Desde então, ele não parou de crescer.

Atenção: o Big Bang não foi uma explosão comum, como uma bomba estourando dentro de um quarto vazio. Não existia um “lado de fora” onde ela acontecesse. O que cresceu foi o próprio espaço.

Para imaginar, pense em uma bexiga com bolinhas desenhadas. Quando você enche a bexiga, todas as bolinhas se afastam umas das outras, e nenhuma delas é o “centro”. É assim que as galáxias se afastam: o espaço entre elas está aumentando.

Com a expansão, o Universo foi esfriando. Aos poucos, partículas se juntaram e formaram os primeiros átomos, principalmente de hidrogênio e de hélio. Depois de algumas centenas de milhões de anos, a gravidade juntou nuvens desse gás e acendeu as primeiras estrelas.

As estrelas se reuniram em grandes grupos chamados galáxias. Muito tempo depois, em uma dessas galáxias, nasceu o nosso Sol e, com ele, o Sistema Solar, há cerca de 4,6 bilhões de anos.

E o que ainda não sabemos? Muita coisa! Os cientistas ainda estudam como foram os primeiríssimos instantes do Universo e do que é feita a maior parte dele: a chamada matéria escura e a energia escura. Ainda não temos fotografias dessa fase. O que existe são medições e modelos científicos.

Mapa oval colorido da luz mais antiga do Universo, feito com dados do satélite PlanckMapa feito com dados reais
A luz mais antiga do Universo (Planck) — Mapa feito a partir de dados reais. As cores mostram diferenças minúsculas de temperatura. Crédito: ESA e Planck Collaboration.

Linha do tempo do Universo

Ilustrações educativas, sem escala de tempo
  1. Universo primitivo

    No começo

    Muito pequeno, quente e denso. O espaço começa a crescer.

  2. Expansão e resfriamento

    Do começo até cerca de 380 mil anos

    O Universo cresce e esfria. Surgem os primeiros átomos e a luz consegue viajar livremente.

  3. Primeiras estrelas

    Algumas centenas de milhões de anos depois

    A gravidade junta nuvens de gás e acende as primeiras estrelas.

  4. Surgimento das galáxias

    Nos bilhões de anos seguintes

    Estrelas, gás e poeira se reúnem em galáxias cada vez maiores.

  5. Formação do Sistema Solar

    Há cerca de 4,6 bilhões de anos

    Uma nuvem de gás e poeira da Via Láctea dá origem ao Sol e aos planetas.

  6. Universo atual

    Hoje, cerca de 13,8 bilhões de anos

    Bilhões de galáxias, e o Universo continua se expandindo.

Experimento: o espaço que cresce

Cada pontinho é uma galáxia. Mexa no controle e veja o espaço entre elas aumentar. Clique em qualquer galáxia: de lá, todas as outras parecem se afastar. Não existe um centro do Big Bang!

Você está olhando do ponto de vista da galáxia destacada.

As cenas da linha do tempo são ilustrações educativas. Não existem fotografias dos primeiros instantes do Universo.

Curiosidade

A luz mais antiga do Universo

Existe uma luz muito, muito antiga viajando pelo espaço desde que o Universo tinha cerca de 380 mil anos. Os cientistas a chamam de radiação cósmica de fundo. Satélites como o Planck, da Agência Espacial Europeia, mediram essa luz e fizeram um mapa dela. Ao estudar esse mapa, é como se víssemos uma “foto de bebê” do Universo.

Responsável provisória: Exploradora 1
Referências científicas
Assunto 02 · Galáxias

UM UNIVERSO CHEIO DE GALÁXIAS

Uma galáxia é uma enorme reunião de estrelas, gás e poeira, mantida unida pela gravidade. Nossa casa é uma galáxia chamada Via Láctea.

Imagine uma cidade gigantesca. Em vez de casas e prédios, ela tem bilhões de estrelas. Também há nuvens de gás e de poeira, planetas e muita matéria que não conseguimos ver. Tudo isso fica junto porque a gravidade segura essas coisas.

A nossa galáxia se chama Via Láctea. Ela tem formato de espiral, com braços que giram em volta do centro, e tem centenas de bilhões de estrelas. O Sistema Solar fica em um dos braços da espiral, mais ou menos a meio caminho entre o centro e a borda.

Quando olhamos para o céu escuro, longe das luzes da cidade, vemos uma faixa clara de estrelas. Ela é a própria Via Láctea vista “de dentro”, porque estamos no meio do disco da galáxia.

A Via Láctea não é a única. Existem bilhões de galáxias no Universo observável. Algumas são vizinhas: Andrômeda, por exemplo, está a cerca de 2,5 milhões de anos-luz de nós.

Quase todas as galáxias podem ser agrupadas em três tipos principais: espirais, elípticas e irregulares. Escolha cada tipo na parte interativa para descobrir como são.

A galáxia elíptica gigante Messier 87 em azul, com um detalhe em laranja de seu jatoImagem composta de fotos/dados reais
Messier 87, vista pelo Telescópio Spitzer Crédito: NASA / JPL-Caltech / IPAC / Event Horizon Telescope Collaboration.

Viagem: do Sistema Solar às galáxias

Ilustração educativa, fora de escala
SolPróxima Centauri · 4,2 anos-luz
Centro: buraco negro supermassivoVocê está aqui (Sistema Solar)
A Galáxia de Andrômeda, uma espiral inclinada de azul e dourado, cercada de estrelasFotografia real

Andrômeda, a cerca de 2,5 milhões de anos-luz · Luz ultravioleta com cores atribuídas: os olhos não a veem. NASA / JPL-Caltech (telescópio espacial GALEX)

Aqui estão o Sol, os planetas e a Terra, nossa casa.

Os três tipos de galáxias

Escolha um tipo
Galáxia espiral Messier 51, a Galáxia do Rodamoinho, com braços cheios de estrelas e poeiraFotografia real
Galáxia do Rodamoinho (espiral) Crédito: NASA e Hubble Heritage Team (STScI/AURA).

Espirais

Parecem cata-ventos gigantes. Os braços brilham porque são cheios de estrelas jovens e de gás. A nossa Via Láctea é uma espiral com uma barra no centro.

Forma
Disco achatado com braços em espiral
Estrelas
Estrelas jovens azuis nos braços e estrelas mais velhas amareladas no centro
Gás e poeira
Muito gás e poeira: ainda nascem novas estrelas
Exemplos
Via Láctea, Andrômeda e Rodamoinho (M51)

A animação de afastamento é uma ilustração educativa, sem escala real. A Via Láctea nunca foi fotografada “de fora”: as imagens dela de fora são representações baseadas em dados.

Curiosidade

Vamos esbarrar em Andrômeda?

A Galáxia de Andrômeda está se aproximando da Via Láctea. Os cientistas calculam que elas podem se encontrar daqui a alguns bilhões de anos. Mas não precisa se preocupar: as estrelas são tão distantes umas das outras que quase não haveria choques entre elas, e o Sol ainda existirá por muito tempo.

Responsável provisória: Exploradora 1
Referências científicas
Assunto 03 · Estrelas e constelações

AS LUZES DO UNIVERSO

Estrelas são enormes bolas de gás quentíssimo que produzem a própria luz. O Sol é a estrela mais próxima da Terra.

Dentro de uma estrela, a temperatura e a pressão são tão altas que átomos de hidrogênio se juntam e formam hélio. Esse processo se chama fusão nuclear e libera muita energia, que sai da estrela como luz e calor. É por isso que as estrelas brilham.

Sim, o Sol é uma estrela! Ele parece diferente das outras só porque está muito mais perto de nós. As outras estrelas estão tão longe que parecem pontinhos.

Estrelas e planetas são diferentes. Estrelas produzem a própria luz. Planetas não têm luz própria: eles brilham porque refletem a luz de uma estrela, como a Lua reflete a luz do Sol. Além disso, as estrelas parecem “piscar”, e os planetas costumam brilhar com uma luz mais firme.

Há muitos séculos, povos de todo o mundo ligaram estrelas com linhas imaginárias e criaram desenhos no céu. Esses desenhos são as constelações. Hoje, os astrônomos dividem o céu em 88 constelações oficiais.

As constelações serviram como mapa e calendário. Navegantes e viajantes usavam as estrelas para se orientar, e agricultores observavam o céu para saber a época de plantar e de colher.

Importante: as estrelas de uma constelação só parecem próximas porque estão na mesma direção do céu. Na verdade, umas podem estar muito mais longe do que outras.

Nebulosa de Órion com uma onda de choque laranja ao redor de uma estrela jovemFotografia real
Nebulosa de Órion e onda de choque Crédito: NASA e Hubble Heritage Team (STScI/AURA).

Céu estrelado interativo

Posições calculadas de coordenadas reais; brilho e escala simplificados
BetelgeuseRigelBellatrixSaiphAlnitakAlnilamMintakaMeissaÓRIONAcruxGacruxMimosaImaiGinanCRUZEIRO DO SULAntaresGraffiasDschubbaPi ScorpiiAlniyatTau ScorpiiLarawagMu ScorpiiZeta ScorpiiEta ScorpiiSargasIota ScorpiiGirtabShaulaLesathESCORPIÃO

O céu todo

Escolha uma constelação

Cada uma é um desenho imaginário feito ao ligar estrelas. Clique em uma das três para destacar as estrelas principais e ver a linha ser desenhada.

O céu interativo é um desenho educativo: as posições das estrelas foram calculadas a partir de coordenadas reais, mas a escala e o brilho foram simplificados.

Curiosidade

Como achar o Sul com o Cruzeiro

Imagine uma linha seguindo o braço comprido da Cruz, partindo da estrela Acrux, e a estenda uns 4 vezes e meia o comprimento dela. Você chega perto do ponto do céu que aponta o Sul. Foi assim que muita gente se orientou durante séculos!

Responsável provisória: Exploradora 1
Referências científicas
Assunto 04 · Buracos negros

OS MISTÉRIOS DOS BURACOS NEGROS

Um buraco negro é uma região do espaço onde a gravidade é tão forte que nem a luz consegue escapar de dentro dela.

Tudo o que tem massa puxa outras coisas pela gravidade. A Terra puxa você para o chão, e o Sol puxa a Terra. Quanto mais massa em um espaço pequeno, mais forte é essa gravidade.

Alguns buracos negros nascem quando uma estrela muito grande chega ao fim da vida. Ela esgota seu combustível, e o núcleo desmorona sobre si mesmo. Toda aquela massa fica concentrada em um espaço minúsculo.

A fronteira de um buraco negro se chama horizonte de eventos. Do lado de dentro dele, a gravidade é tão forte que nada consegue voltar, nem a luz. Como não vemos luz vinda de lá, ele parece “negro”.

Um buraco negro não é um aspirador cósmico. Se o Sol fosse trocado por um buraco negro com a mesma massa, a Terra continuaria em órbita do mesmo jeito, só que no escuro e no frio. Só quem chega muito perto corre perigo.

Então como estudamos algo que não emite luz? Observando o que acontece em volta: gás muito quente que gira ao redor e brilha, estrelas que se movem de um jeito diferente e até a luz de objetos de trás, que se curva ao passar perto. Em 2019 e 2022, o telescópio Event Horizon Telescope mostrou imagens da sombra de dois buracos negros.

Ilustração de um buraco negro com um disco de matéria brilhante e um jato de energiaRepresentação artística
Conceito artístico de um buraco negro com jato — Ilustração artística. Crédito: NASA / JPL-Caltech.

Como a gravidade curva a luz

Representação artística e simplificada
horizonte de eventosdisco de gás quente

Raios de luz vêm da esquerda. Mude a distância em que cada raio passa do buraco negro e veja o que acontece.

  • Raio escolhido
  • Outros raios

O desenho usa a física da relatividade de Einstein de forma simplificada para curvar os raios. O disco e as cores são artísticos.

A animação é uma representação artística e simplificada: ninguém fotografou um buraco negro “de perto”. A imagem real do Event Horizon Telescope mostra apenas uma sombra circular com um anel de luz.

Curiosidade

Um gigante no centro da nossa galáxia

No centro da Via Láctea existe um buraco negro supermassivo chamado Sagitário A* (lê-se “Sagitário A estrela”). Ele fica a cerca de 26 mil anos-luz da Terra. Em 2022, os cientistas divulgaram a primeira imagem da sombra dele, feita com telescópios do mundo todo trabalhando juntos.

Responsável provisória: Exploradora 2
Referências científicas

Voltando para perto de casa: o Sistema Solar…

Expedição 02

NOSSO SISTEMA SOLAR

Uma estrela, oito planetas e a Lua

Assunto 05 · O Sol e os planetas

NOSSO INCRÍVEL SISTEMA SOLAR

O Sistema Solar é formado pelo Sol, uma estrela, e por tudo o que gira ao redor dele: oito planetas, luas, planetas anões, asteroides e cometas.

No centro de tudo está o Sol, que é uma estrela. Ele concentra cerca de 99,8% de toda a massa do Sistema Solar. Por isso a gravidade dele mantém todos os planetas em órbita.

São oito planetas reconhecidos. Os quatro mais próximos do Sol são rochosos e menores: Mercúrio, Vênus, Terra e Marte. Os quatro mais distantes são gigantes: Júpiter e Saturno, que são gigantes gasosos, e Urano e Netuno, que são gigantes de gelo.

E Plutão? Ele já foi chamado de planeta, mas em 2006 a União Astronômica Internacional criou uma definição de planeta, e Plutão passou a ser classificado como planeta anão, porque não limpou a vizinhança da sua órbita. Ele continua sendo um mundo muito interessante!

Quando você olhar o Sistema Solar interativo, lembre-se: os tamanhos e as distâncias estão fora de escala para caber na tela. Na realidade, se o Sol fosse do tamanho de uma bola de basquete, a Terra seria menor que um grão de pimenta e ficaria a uns 26 metros de distância.

Clique em um planeta para descobrir como ele é, do que é feito, quão quente ou frio é e uma curiosidade especial.

Sistema Solar interativo

Atenção: tamanhos e distâncias NÃO estão em escala.

Toque em um planeta
Clique no Sol ou em qualquer planeta para ver foto, nome, características e uma curiosidade. Plutão não aparece aqui porque é um planeta anão.

O Sistema Solar interativo é uma ilustração: tamanhos e distâncias NÃO estão em escala.

Curiosidade

A luz demora a chegar

A luz do Sol leva cerca de 8 minutos e 20 segundos para chegar até nós. Isso significa que, se o Sol sumisse agora, só perceberíamos mais de 8 minutos depois. Já para chegar a Netuno, a luz leva umas 4 horas.

Responsável provisória: Exploradora 2
Referências científicas
Assunto 06 · Pó da Lua

OS SEGREDOS DO PÓ DA LUA

A superfície da Lua é coberta por uma camada de poeira e pedrinhas chamada regolito. Ela parece inofensiva, mas deu muito trabalho aos astronautas.

Regolito é o nome da camada solta de poeira, areia fina e pedaços de rocha que cobre a Lua. Ele se formou ao longo de bilhões de anos: meteoroides, grandes e pequenos, batem na Lua em alta velocidade e quebram as rochas em pedacinhos cada vez menores.

Na Terra, o vento e a água desgastam as rochas e deixam os grãos mais arredondados. Na Lua não há vento, nem chuva, nem oceanos. Por isso muitos grãos de regolito têm pontas afiadas e cantos irregulares, como minúsculos cacos de vidro.

Esse pó é problemático. Ele arranha e desgasta tecidos, vidros e juntas dos trajes e de equipamentos. Os astronautas da Apollo voltaram com as roupas cobertas dele e contaram que seu cheiro lembrava pólvora queimada.

Por que ele gruda tanto? A luz do Sol e as partículas que vêm dele carregam o pó lunar com eletricidade estática. Grãos assim ficam grudados em superfícies, como quando um balão esfregado no cabelo gruda na parede.

Os cientistas estudam o regolito de dois jeitos: analisando amostras trazidas à Terra (a missão Apollo trouxe cerca de 382 kg de rochas e solo) e enviando novos instrumentos para a Lua, para testar como o pó se comporta e como proteger os equipamentos.

Aproximação: da Lua aos grãos de pó

Fotografias reais + um desenho educativo
A Lua cheia, com mares escuros e crateras claras
Superfície lunar cinzenta cheia de pequenas crateras e fragmentos
Pegada de bota no solo lunar fino e cinzento
Grãos de regolito (desenho educativo, muito ampliado)

A Lua vista do espaço é cinzenta, com “mares” escuros (planícies de lava antiga) e áreas claras cheias de crateras.

  • Imagem composta de fotos/dados reais Lua cheia — NASA Goddard Space Flight Center.
  • Fotografia real Superfície lunar fotografada pela Apollo 12 — NASA (missão Apollo 12).
  • Fotografia real Pegada no solo lunar — NASA (missão Apollo 11).
  • Ilustração educativa Partículas ampliadas.

Área de curiosidades do pó lunar

Toque em um cartão para saber mais
Astronauta Eugene Cernan dentro do módulo lunar, com o traje coberto de poeira lunar

Cheiro de pólvora

Astronautas da Apollo disseram que o pó tinha cheiro de pólvora queimada.

Cinco homens no Controle da Missão examinando o para-lama improvisado do jipe lunar

O para-lama improvisado

Na Apollo 17, um para-lama quebrado do jipe lunar espalhava poeira em tudo.

Solo lunar de cor laranja encontrado pelos astronautas da Apollo 17

O solo laranja

Na Apollo 17 foi encontrado solo de cor laranja.

Astronauta Harrison Schmitt coletando amostras do solo lunar com uma pá

Amostras na Terra

Os astronautas coletaram amostras com pás e ferramentas especiais.

A aproximação mistura fotografias reais da Lua e da Apollo com um desenho educativo das partículas ampliadas (o desenho não é uma foto).

Curiosidade

O para-lama de papel e fita

Na missão Apollo 17, em 1972, o para-lama do jipe lunar quebrou e o pó começou a ser lançado sobre os astronautas. Eles consertaram o problema com fita adesiva e mapas dobrados! Foi uma solução criativa que mostrou como o pó lunar pode atrapalhar.

Preparar para decolar: como chegamos lá?

Expedição 03

EXPLORANDO O ESPAÇO

Foguetes, trajes e grandes missões

Assunto 07 · Foguetes

COMO OS FOGUETES CHEGAM AO ESPAÇO?

Um foguete é um veículo que usa propulsão para vencer a gravidade e levar satélites, cargas e astronautas para o espaço.

Foguetes funcionam com uma ideia simples: ação e reação. Quando você solta uma bexiga cheia de ar sem amarrar, o ar sai para um lado e a bexiga voa para o outro. No foguete, gases quentes são empurrados para baixo em altíssima velocidade, e o foguete é empurrado para cima. Isso se chama propulsão.

Os gases saem dos motores quando o combustível queima. Mas para queimar é preciso oxigênio. No espaço não existe ar, então o foguete leva também o oxidante, uma substância que fornece o oxigênio. É por isso que ele carrega combustível e oxidante.

Para ficar em órbita, não basta subir: é preciso ganhar muita velocidade, cerca de 28 mil quilômetros por hora, para ficar “caindo” em volta da Terra sem nunca bater nela.

Muitos foguetes têm vários estágios. Quando um estágio termina o combustível, ele se solta e cai, e o foguete fica mais leve. Assim o próximo estágio precisa empurrar menos peso e vai mais longe.

Na ponta do foguete fica a carga: pode ser um satélite ou uma espaçonave com astronautas. Foguete e espaçonave são coisas diferentes: o foguete é o “caminhão” que leva até o espaço; a espaçonave é o veículo que viaja, protege a tripulação ou realiza a missão.

Lançamento simulado

Representação simplificada: não está em escala
  1. Foguete na plataforma
  2. Contagem regressiva
  3. Decolagem
  4. Subida
  5. Separação de estágios
  6. Carga no espaço

A subida real de um foguete é inclinada: ele ganha velocidade para lado também, para entrar em órbita.

Por dentro do foguete

Clique nas partes (ilustração genérica)
2º estágio1º estágioOXIDANTECOMBUSTÍVEL

Toque em uma parte

Escolha uma parte da ilustração

Clique nas partes do desenho ou nos botões acima para descobrir a função de cada uma.

Foguete Saturn V decolando em preto e branco com uma enorme nuvem de fumaçaFotografia real
Lançamento da Apollo 11 Crédito: NASA.
Foguete SLS da missão Artemis I decolando à noite com chamas brilhantesFotografia real
Lançamento da Artemis I Crédito: NASA / Joel Kowsky.
Foguete Falcon 9 com a cápsula Dragon ao lado da torre de lançamentoFotografia real
Falcon 9 e cápsula Dragon da missão Crew-9 Crédito: NASA / Keegan Barber.

A animação de lançamento é uma representação simplificada: o foguete e a trajetória são ilustrados, sem escala real.

Curiosidade

Foguetes que voltam

Durante muito tempo, os estágios dos foguetes caíam e eram descartados. Hoje existem foguetes cujo primeiro estágio volta à Terra e pousa para ser usado de novo. Isso ajuda a reduzir o custo e o desperdício.

Responsável provisória: Exploradora 3
Referências científicas
Assunto 08 · Roupas dos astronautas

COMO OS ASTRONAUTAS SOBREVIVEM NO ESPAÇO?

O traje espacial funciona como uma pequena nave pessoal: ele protege, fornece ar para respirar e mantém a temperatura do corpo.

No espaço não há ar para respirar, a pressão é quase zero e a temperatura muda muito: pode passar de 100 °C no Sol e ficar bem abaixo de zero na sombra. Também existem partículas muito rápidas, como micrometeoroides. Sem um traje especial, uma pessoa não sobreviveria.

O traje mantém uma pressão parecida com a que o corpo precisa. Ele tem muitas camadas: uma delas é uma roupa íntima com tubinhos de água que esfria o corpo, e as camadas externas protegem do calor, do frio e de pequenos impactos.

O oxigênio vem de uma mochila de suporte à vida, nas costas. Ela também retira o gás carbônico que a pessoa solta ao respirar e faz circular a água de resfriamento.

O capacete tem uma proteção dourada no visor que reflete a luz forte do Sol. Dentro dele há microfone e fones: é assim que o astronauta conversa com os colegas e com o controle na Terra.

As luvas precisam ser fortes, mas ao mesmo tempo flexíveis para segurar ferramentas. As botas protegem os pés e se ajustam à estrutura do traje.

Há trajes para dentro e para fora da nave. Dentro, na decolagem e no retorno, usam-se trajes de proteção (como o laranja da Artemis). Para caminhadas espaciais, usa-se um traje próprio, mais completo.

Conheça o traje espacial

Ilustração simplificada, clique nas partes

Toque em uma parte

Escolha uma parte da ilustração

Clique nas partes do desenho ou nos botões acima para descobrir a função de cada uma.

Traje para dentro da nave

Usado na decolagem e no retorno. Protege se a cabine perder pressão; é mais simples e leve.

Traje para caminhada espacial

Usado do lado de fora. Tem mochila de suporte à vida, proteção térmica e contra micrometeoroides. É um mini veículo individual.

Dois trajes espaciais brancos dentro da estação espacial, diante de uma janelaFotografia real
Trajes espaciais na Estação Espacial Internacional Crédito: NASA / Estação Espacial Internacional (Expedição 68).
Astronautas ao lado de um traje espacial dentro da Estação EspacialFotografia real
Traje espacial na Estação Espacial Internacional Crédito: NASA / Estação Espacial Internacional (Expedição 69).

O astronauta é uma ilustração simplificada, inspirada nos trajes de caminhada espacial da NASA. Cada país e missão usam modelos diferentes.

Curiosidade

Um traje que pesa muito, mas flutua

Na Terra, o traje usado nas caminhadas na Estação Espacial pesa mais de 100 quilos. No espaço, em microgravidade, o astronauta e o traje flutuam e parecem leves. Mas mexer o traje ainda cansa: as luvas, por exemplo, exigem muita força nas mãos.

Responsável provisória: Exploradora 3
Referências científicas
Assunto 09 · Missões espaciais

AS GRANDES AVENTURAS DA EXPLORAÇÃO ESPACIAL

Em pouco mais de 60 anos, saímos de um pequeno satélite em órbita para robôs em Marte e telescópios que olham o começo do Universo.

A exploração espacial começou em 1957, quando a União Soviética lançou o Sputnik 1, o primeiro satélite artificial a orbitar a Terra.

Em 1961, Yuri Gagarin foi o primeiro ser humano a ir ao espaço e dar uma volta em torno da Terra, a bordo da nave Vostok 1.

Em 1969, a missão Apollo 11 levou astronautas à Lua pela primeira vez. Neil Armstrong e Buzz Aldrin caminharam na superfície enquanto Michael Collins os esperava em órbita.

A Estação Espacial Internacional é um laboratório que orbita a Terra e foi construído por vários países. Pessoas vivem e trabalham nela de forma contínua desde o ano 2000.

Robôs exploram Marte há décadas. O Curiosity chegou em 2012, e o Perseverance, em 2021, junto com o pequeno helicóptero Ingenuity, que foi o primeiro a voar em outro planeta.

Em 2021, o Telescópio Espacial James Webb foi lançado. Ele nos permite ver galáxias muito distantes e estudar como o Universo se formou.

Linha do tempo da exploração

Role devagar: a linha dourada acompanha a viagem
  1. Ilustração educativa
    O Sputnik 1 — ilustração feita para este projeto. Não é uma fotografia.

    4 de outubro de 1957

    Sputnik 1

    A União Soviética lançou o primeiro satélite artificial da história. Era uma esfera de metal que dava uma volta na Terra a cada cerca de 96 minutos e emitia “bips” de rádio.

    Por que foi importante: Mostrou que era possível colocar um objeto em órbita e deu início à era espacial.

    Curiosidade “Sputnik” significa “companheiro de viagem” em russo. Ele pesava cerca de 83 kg.

  2. Ilustração educativa
    A Vostok 1 em órbita — ilustração simplificada feita para este projeto. Não é uma fotografia.

    12 de abril de 1961

    Yuri Gagarin e a Vostok 1

    O cosmonauta soviético Yuri Gagarin foi o primeiro ser humano a viajar pelo espaço e deu uma volta completa em torno da Terra.

    Por que foi importante: Provou que um ser humano podia viver e voltar de uma viagem espacial.

    Curiosidade A viagem durou cerca de 108 minutos. Gagarin tinha 27 anos.

  3. Astronauta Buzz Aldrin caminhando na superfície da LuaFotografia real
    Buzz Aldrin na Lua Crédito: NASA / Neil Armstrong (missão Apollo 11).

    20 de julho de 1969

    Apollo 11

    Os astronautas Neil Armstrong e Buzz Aldrin pousaram na Lua e caminharam na superfície, enquanto Michael Collins os esperava em órbita no módulo de comando.

    Por que foi importante: Foi a primeira vez que seres humanos pisaram em outro corpo celeste.

    Curiosidade Eles deixaram uma placa com a mensagem “Viemos em paz em nome de toda a humanidade”. Trouxeram para a Terra cerca de 21 kg de amostras lunares.

  4. A Estação Espacial Internacional com painéis solares, sobre a Terra azulFotografia real
    A Estação Espacial Internacional Crédito: NASA (missão STS-111).

    desde 1998 (moradores desde 2000)

    Estação Espacial Internacional

    A ISS é um laboratório que orbita a Terra. Foi montada no espaço, módulo por módulo, a partir de 1998, por vários países. Há pessoas morando nela de forma contínua desde novembro de 2000.

    Por que foi importante: Permite fazer experimentos científicos em microgravidade e ensina como viver no espaço por muito tempo.

    Curiosidade Ela dá uma volta na Terra a cada cerca de 90 minutos, ou seja, os astronautas veem cerca de 16 nasceres do Sol por dia.

  5. O robô Perseverance e o helicóptero Ingenuity em Marte, em um autorretratoImagem composta de fotos/dados reais
    Autorretrato do Perseverance com o Ingenuity — Montagem de várias fotos tiradas pelo próprio robô. Crédito: NASA / JPL-Caltech / MSSS.

    2012 e 2021

    Robôs em Marte

    O Curiosity pousou em Marte em 2012, e o Perseverance, em 2021. Eles analisam rochas, o solo e o clima, e procuram sinais de que Marte já teve condições para a vida. O helicóptero Ingenuity fez o primeiro voo controlado em outro planeta.

    Por que foi importante: Ajudam a entender a história de Marte e preparam futuras missões.

    Curiosidade O sinal de rádio leva vários minutos para ir da Terra a Marte, por isso os robôs precisam tomar algumas decisões sozinhos.

  6. Penhascos de gás e poeira alaranjados com muitas estrelas ao fundo, na Nebulosa da QuilhaFotografia real
    Penhascos Cósmicos, na Nebulosa da Quilha (Webb) — Cores atribuídas a luz infravermelha, que não vemos. Crédito: NASA, ESA, CSA, STScI.

    25 de dezembro de 2021

    Telescópio Espacial James Webb

    O maior telescópio espacial já lançado foi para um ponto a cerca de 1,5 milhão de km da Terra. Suas primeiras imagens foram divulgadas em julho de 2022.

    Por que foi importante: Ele mostra galáxias muito distantes e antigas e estuda atmosferas de planetas de outras estrelas.

    Curiosidade O espelho dele é feito de 18 peças hexagonais cobertas de uma finíssima camada de ouro, ótimo para refletir o infravermelho.

Curiosidade

Mensagem em um disco de ouro

As sondas Voyager, lançadas em 1977, carregam discos de cobre banhados a ouro com sons e imagens da Terra, incluindo saudações em muitos idiomas, para o caso de alguém um dia encontrá-los. A Voyager 1 já está no espaço entre as estrelas.

Responsável provisória: Exploradora 4
Referências científicas

Apontando os telescópios para o infinito…

Expedição 04

OBSERVANDO O UNIVERSO

Os telescópios e suas janelas de luz

Assunto 10 · Tipos de telescópio

AS JANELAS PARA O UNIVERSO

Telescópios coletam a luz de objetos muito distantes, ou outros tipos de radiação, e nos deixam ver detalhes que os olhos sozinhos não alcançam.

Nossos olhos são pequenos e só enxergam um tipo de luz. Um telescópio funciona como um “balde de luz”: quanto maior a lente ou o espelho, mais luz ele junta e mais fraco é o objeto que conseguimos ver. Os telescópios também ajudam a ver detalhes pequenos e objetos muito distantes.

Existem vários jeitos de separar os telescópios. Um deles é pelo modo de funcionar: refratores usam lentes, refletores usam espelhos, e os catadióptricos combinam lentes e espelhos.

Outra forma é pelo tipo de luz que observam. Radiotelescópios captam ondas de rádio. Há também telescópios para luz visível, infravermelho, ultravioleta, raios X e outros.

Também podemos separar pelo lugar onde ficam. Alguns ficam no chão, em montanhas altas e secas. Outros ficam no espaço, onde a atmosfera da Terra não borra nem bloqueia a luz: são os telescópios espaciais.

O Telescópio Espacial Hubble, lançado em 1990, orbita a Terra e já fez milhões de observações. O Telescópio Espacial James Webb, lançado em 2021, observa principalmente luz infravermelha e está a cerca de 1,5 milhão de quilômetros da Terra.

Cada tipo de luz mostra algo diferente do mesmo lugar. Veja, no comparador, como um mesmo objeto pode parecer diferente conforme a luz que usamos.

Comparador de telescópios

Escolha um tipo para ver como funciona
Lente objetivaOcularOlho

Desenho educativo, sem escala.

Pelo funcionamento

Refrator

Como funciona
Usa uma lente grande na frente (objetiva) para desviar e juntar a luz em um ponto. Uma lente menor (ocular) amplia a imagem.
Para que serve
Observar a Lua, planetas e estrelas duplas; muito usado por iniciantes e por quem gosta de astronomia.
Curiosidade
Galileu usou um telescópio refrator em 1609-1610 para ver as luas de Júpiter e as crateras da Lua. O dele era bem simples!

Dois telescópios espaciais famosos

Fotografias reais feitas por eles
Ilustração do Telescópio Espacial Hubble em órbita da TerraRepresentação artística
Conceito artístico do Telescópio Hubble — Ilustração artística. Crédito: NASA.

Telescópio Espacial Hubble

  • Lançado em 1990
  • Espelho de 2,4 m
  • Órbita da Terra, a cerca de 540 km de altura
  • Observa luz visível, ultravioleta e parte do infravermelho

Seu nome homenageia o astrônomo Edwin Hubble, que mostrou que existem outras galáxias além da Via Láctea. Ele foi consertado e melhorado por astronautas durante várias missões.

Penhascos de gás e poeira alaranjados com muitas estrelas ao fundo, na Nebulosa da QuilhaFotografia real
Penhascos Cósmicos, na Nebulosa da Quilha (Webb) — Cores atribuídas a luz infravermelha, que não vemos. Crédito: NASA, ESA, CSA, STScI.

Telescópio Espacial James Webb

  • Lançado em 25 de dezembro de 2021
  • Espelho de 6,5 m com 18 hexágonos dourados
  • Fica a cerca de 1,5 milhão de km da Terra
  • Observa principalmente infravermelho

Ele enxerga através de nuvens de poeira e capta luz de galáxias muito distantes. Seu escudo solar o mantém frio, o que é necessário para observar o infravermelho.

O mesmo Universo, vários tipos de luz

Escolha uma luz

Luz visível

Quem observa: Hubble, olhos, telescópios comuns

O que mostra: O que nossos olhos conseguem ver

Nebulosa do Anel Sul observada pelo Telescópio Webb em dois tipos de luz infravermelhaFotografia real
Nebulosa do Anel Sul vista pelo Webb — Cores atribuídas a luz infravermelha, que não vemos. Crédito: NASA, ESA, CSA, STScI.
O centro da Via Láctea em roxo, azul e dourado, com nuvens de gás e muitas estrelasImagem composta de fotos/dados reais
O centro da Via Láctea visto por três telescópios — Composição de três telescópios: Hubble, Spitzer e Chandra. Crédito: NASA / JPL-Caltech / ESA / CXC / STScI.

Esquerda: a mesma nebulosa vista por duas câmeras do Webb, em dois tipos de luz infravermelha. Direita: o centro da Via Láctea visto por três telescópios — Hubble (infravermelho próximo, em amarelo), Spitzer (infravermelho, em vermelho) e Chandra (raios X, em azul).

Os desenhos de lentes e espelhos são ilustrações educativas. As imagens do Hubble e do Webb são fotografias reais, com cores atribuídas a tipos de luz que não vemos.

Curiosidade

Um telescópio que olha para o passado

A luz demora para viajar, e quanto mais distante é um objeto, mais antiga é a luz que vemos dele. O Telescópio James Webb foi feito para captar a luz de galáxias muito distantes, e assim nos mostra como elas eram há muitos bilhões de anos.

Responsável provisória: Exploradora 4
Referências científicas

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    Foto da Terra: NASA Earth Observatory / NASA Goddard Space Flight Center (dados do satélite Suomi NPP).