Foto da Terra: NASA Earth Observatory / NASA Goddard Space Flight Center (dados do satélite Suomi NPP). Imagem composta de várias passagens de satélite.
Role para se afastar da Terra
01
Saindo da Terra rumo ao início de tudo…
Expedição 01
OS MISTÉRIOS DO UNIVERSOOSMISTÉRIOSDOUNIVERSO
Do Big Bang aos buracos negros
01
Assunto 01 · Origem do Universo
COMO TUDO COMEÇOU?COMOTUDOCOMEÇOU?
O Universo é tudo o que existe: o espaço, o tempo, a matéria e a energia. Os cientistas estimam que ele tem cerca de 13,8 bilhões de anos.
A explicação científica mais aceita para o começo do Universo se chama teoria do Big Bang. Segundo ela, há cerca de 13,8 bilhões de anos o Universo era muito quente, muito denso e muito pequeno. Desde então, ele não parou de crescer.
Atenção: o Big Bang não foi uma explosão comum, como uma bomba estourando dentro de um quarto vazio. Não existia um “lado de fora” onde ela acontecesse. O que cresceu foi o próprio espaço.
Para imaginar, pense em uma bexiga com bolinhas desenhadas. Quando você enche a bexiga, todas as bolinhas se afastam umas das outras, e nenhuma delas é o “centro”. É assim que as galáxias se afastam: o espaço entre elas está aumentando.
Com a expansão, o Universo foi esfriando. Aos poucos, partículas se juntaram e formaram os primeiros átomos, principalmente de hidrogênio e de hélio. Depois de algumas centenas de milhões de anos, a gravidade juntou nuvens desse gás e acendeu as primeiras estrelas.
As estrelas se reuniram em grandes grupos chamados galáxias. Muito tempo depois, em uma dessas galáxias, nasceu o nosso Sol e, com ele, o Sistema Solar, há cerca de 4,6 bilhões de anos.
E o que ainda não sabemos? Muita coisa! Os cientistas ainda estudam como foram os primeiríssimos instantes do Universo e do que é feita a maior parte dele: a chamada matéria escura e a energia escura. Ainda não temos fotografias dessa fase. O que existe são medições e modelos científicos.
Mapa feito com dados reais
A luz mais antiga do Universo (Planck) — Mapa feito a partir de dados reais. As cores mostram diferenças minúsculas de temperatura. Crédito: ESA e Planck Collaboration.
Linha do tempo do Universo
Ilustrações educativas, sem escala de tempo
Universo primitivo
No começo
Muito pequeno, quente e denso. O espaço começa a crescer.
Expansão e resfriamento
Do começo até cerca de 380 mil anos
O Universo cresce e esfria. Surgem os primeiros átomos e a luz consegue viajar livremente.
Primeiras estrelas
Algumas centenas de milhões de anos depois
A gravidade junta nuvens de gás e acende as primeiras estrelas.
Surgimento das galáxias
Nos bilhões de anos seguintes
Estrelas, gás e poeira se reúnem em galáxias cada vez maiores.
Formação do Sistema Solar
Há cerca de 4,6 bilhões de anos
Uma nuvem de gás e poeira da Via Láctea dá origem ao Sol e aos planetas.
Universo atual
Hoje, cerca de 13,8 bilhões de anos
Bilhões de galáxias, e o Universo continua se expandindo.
Experimento: o espaço que cresce
Cada pontinho é uma galáxia. Mexa no controle e veja o espaço entre elas aumentar. Clique em qualquer galáxia: de lá, todas as outras parecem se afastar. Não existe um centro do Big Bang!
Você está olhando do ponto de vista da galáxia destacada.
As cenas da linha do tempo são ilustrações educativas. Não existem fotografias dos primeiros instantes do Universo.
Curiosidade
A luz mais antiga do Universo
Existe uma luz muito, muito antiga viajando pelo espaço desde que o Universo tinha cerca de 380 mil anos. Os cientistas a chamam de radiação cósmica de fundo. Satélites como o Planck, da Agência Espacial Europeia, mediram essa luz e fizeram um mapa dela. Ao estudar esse mapa, é como se víssemos uma “foto de bebê” do Universo.
UM UNIVERSO CHEIO DE GALÁXIASUMUNIVERSOCHEIODEGALÁXIAS
Uma galáxia é uma enorme reunião de estrelas, gás e poeira, mantida unida pela gravidade. Nossa casa é uma galáxia chamada Via Láctea.
Imagine uma cidade gigantesca. Em vez de casas e prédios, ela tem bilhões de estrelas. Também há nuvens de gás e de poeira, planetas e muita matéria que não conseguimos ver. Tudo isso fica junto porque a gravidade segura essas coisas.
A nossa galáxia se chama Via Láctea. Ela tem formato de espiral, com braços que giram em volta do centro, e tem centenas de bilhões de estrelas. O Sistema Solar fica em um dos braços da espiral, mais ou menos a meio caminho entre o centro e a borda.
Quando olhamos para o céu escuro, longe das luzes da cidade, vemos uma faixa clara de estrelas. Ela é a própria Via Láctea vista “de dentro”, porque estamos no meio do disco da galáxia.
A Via Láctea não é a única. Existem bilhões de galáxias no Universo observável. Algumas são vizinhas: Andrômeda, por exemplo, está a cerca de 2,5 milhões de anos-luz de nós.
Quase todas as galáxias podem ser agrupadas em três tipos principais: espirais, elípticas e irregulares. Escolha cada tipo na parte interativa para descobrir como são.
Imagem composta de fotos/dados reais
Messier 87, vista pelo Telescópio Spitzer Crédito: NASA / JPL-Caltech / IPAC / Event Horizon Telescope Collaboration.
Viagem: do Sistema Solar às galáxias
Ilustração educativa, fora de escala
Fotografia real
Andrômeda, a cerca de 2,5 milhões de anos-luz · Luz ultravioleta com cores atribuídas: os olhos não a veem. NASA / JPL-Caltech (telescópio espacial GALEX)
Aqui estão o Sol, os planetas e a Terra, nossa casa.
Os três tipos de galáxias
Escolha um tipo
Fotografia real
Galáxia do Rodamoinho (espiral) Crédito: NASA e Hubble Heritage Team (STScI/AURA).
Espirais
Parecem cata-ventos gigantes. Os braços brilham porque são cheios de estrelas jovens e de gás. A nossa Via Láctea é uma espiral com uma barra no centro.
Forma
Disco achatado com braços em espiral
Estrelas
Estrelas jovens azuis nos braços e estrelas mais velhas amareladas no centro
Gás e poeira
Muito gás e poeira: ainda nascem novas estrelas
Exemplos
Via Láctea, Andrômeda e Rodamoinho (M51)
Fotografia real
Galáxia elíptica NGC 3610 Crédito: NASA / ESA / Telescópio Hubble.
Elípticas
São lisas e arredondadas, e as estrelas giram em órbitas em todas as direções. Algumas são gigantes e estão entre as maiores galáxias que conhecemos.
Forma
Bola ou ovo, lisas, sem braços
Estrelas
Estrelas mais velhas, de cor amarelada ou avermelhada
Gás e poeira
Pouco gás e poeira: quase não nascem novas estrelas
Exemplos
Messier 87 e NGC 3610
Fotografia real
Uma galáxia irregular Crédito: NASA / ESA / Telescópio Hubble.
Irregulares
Não são espirais nem elípticas. Geralmente são menores, e muitas ficaram deformadas pela gravidade de uma galáxia vizinha.
Forma
Sem forma definida
Estrelas
Muitas estrelas jovens e azuladas
Gás e poeira
Bastante gás: muitas formam novas estrelas
Exemplos
Grande Nuvem de Magalhães
A animação de afastamento é uma ilustração educativa, sem escala real. A Via Láctea nunca foi fotografada “de fora”: as imagens dela de fora são representações baseadas em dados.
Curiosidade
Vamos esbarrar em Andrômeda?
A Galáxia de Andrômeda está se aproximando da Via Láctea. Os cientistas calculam que elas podem se encontrar daqui a alguns bilhões de anos. Mas não precisa se preocupar: as estrelas são tão distantes umas das outras que quase não haveria choques entre elas, e o Sol ainda existirá por muito tempo.
Estrelas são enormes bolas de gás quentíssimo que produzem a própria luz. O Sol é a estrela mais próxima da Terra.
Dentro de uma estrela, a temperatura e a pressão são tão altas que átomos de hidrogênio se juntam e formam hélio. Esse processo se chama fusão nuclear e libera muita energia, que sai da estrela como luz e calor. É por isso que as estrelas brilham.
Sim, o Sol é uma estrela! Ele parece diferente das outras só porque está muito mais perto de nós. As outras estrelas estão tão longe que parecem pontinhos.
Estrelas e planetas são diferentes. Estrelas produzem a própria luz. Planetas não têm luz própria: eles brilham porque refletem a luz de uma estrela, como a Lua reflete a luz do Sol. Além disso, as estrelas parecem “piscar”, e os planetas costumam brilhar com uma luz mais firme.
Há muitos séculos, povos de todo o mundo ligaram estrelas com linhas imaginárias e criaram desenhos no céu. Esses desenhos são as constelações. Hoje, os astrônomos dividem o céu em 88 constelações oficiais.
As constelações serviram como mapa e calendário. Navegantes e viajantes usavam as estrelas para se orientar, e agricultores observavam o céu para saber a época de plantar e de colher.
Importante: as estrelas de uma constelação só parecem próximas porque estão na mesma direção do céu. Na verdade, umas podem estar muito mais longe do que outras.
Fotografia real
Nebulosa de Órion e onda de choque Crédito: NASA e Hubble Heritage Team (STScI/AURA).
Céu estrelado interativo
Posições calculadas de coordenadas reais; brilho e escala simplificados
O céu todo
Escolha uma constelação
Cada uma é um desenho imaginário feito ao ligar estrelas. Clique em uma das três para destacar as estrelas principais e ver a linha ser desenhada.
O Caçador
Órion
Fácil de achar: as três estrelas alinhadas no meio são as “Três Marias” (o Cinturão de Órion). Betelgeuse é uma estrela vermelha enorme; Rigel é azul-esbranquiçada e muito quente.
Betelgeuse — supergigante vermelha
Rigel — supergigante azul
Bellatrix
Alnitak — Três Marias
Alnilam — Três Marias
Mintaka — Três Marias
Lembre-se: As estrelas de Órion estão a centenas de anos-luz da Terra, e umas bem mais longe que outras.
Crux
Cruzeiro do Sul
É a menor constelação oficial, mas a mais famosa do hemisfério sul. Ela aparece até na bandeira do Brasil! Seu braço mais longo aponta, de forma aproximada, para o Sul.
Acrux — pé da Cruz
Gacrux — topo da Cruz, avermelhada
Mimosa
Ginan — a “intrometida”
Lembre-se: Acrux é a mais brilhante da Cruz; Gacrux, a vermelhinha, está bem mais perto que as outras.
Scorpius
Escorpião
Parece mesmo um escorpião, com uma cauda curvada e “garras”. A estrela vermelha Antares é o coração dele; o nome significa “rival de Marte”, por causa da cor.
Antares — supergigante vermelha
Sargas
Shaula — ferrão
Lesath — ferrão
Lembre-se: É vista melhor nas noites de inverno no Brasil, bem alta no céu.
O céu interativo é um desenho educativo: as posições das estrelas foram calculadas a partir de coordenadas reais, mas a escala e o brilho foram simplificados.
Curiosidade
Como achar o Sul com o Cruzeiro
Imagine uma linha seguindo o braço comprido da Cruz, partindo da estrela Acrux, e a estenda uns 4 vezes e meia o comprimento dela. Você chega perto do ponto do céu que aponta o Sul. Foi assim que muita gente se orientou durante séculos!
OS MISTÉRIOS DOS BURACOS NEGROSOSMISTÉRIOSDOSBURACOSNEGROS
Um buraco negro é uma região do espaço onde a gravidade é tão forte que nem a luz consegue escapar de dentro dela.
Tudo o que tem massa puxa outras coisas pela gravidade. A Terra puxa você para o chão, e o Sol puxa a Terra. Quanto mais massa em um espaço pequeno, mais forte é essa gravidade.
Alguns buracos negros nascem quando uma estrela muito grande chega ao fim da vida. Ela esgota seu combustível, e o núcleo desmorona sobre si mesmo. Toda aquela massa fica concentrada em um espaço minúsculo.
A fronteira de um buraco negro se chama horizonte de eventos. Do lado de dentro dele, a gravidade é tão forte que nada consegue voltar, nem a luz. Como não vemos luz vinda de lá, ele parece “negro”.
Um buraco negro não é um aspirador cósmico. Se o Sol fosse trocado por um buraco negro com a mesma massa, a Terra continuaria em órbita do mesmo jeito, só que no escuro e no frio. Só quem chega muito perto corre perigo.
Então como estudamos algo que não emite luz? Observando o que acontece em volta: gás muito quente que gira ao redor e brilha, estrelas que se movem de um jeito diferente e até a luz de objetos de trás, que se curva ao passar perto. Em 2019 e 2022, o telescópio Event Horizon Telescope mostrou imagens da sombra de dois buracos negros.
Representação artística
Conceito artístico de um buraco negro com jato — Ilustração artística. Crédito: NASA / JPL-Caltech.
Como a gravidade curva a luz
Representação artística e simplificada
Raios de luz vêm da esquerda. Mude a distância em que cada raio passa do buraco negro e veja o que acontece.
Raio escolhido
Outros raios
O desenho usa a física da relatividade de Einstein de forma simplificada para curvar os raios. O disco e as cores são artísticos.
A animação é uma representação artística e simplificada: ninguém fotografou um buraco negro “de perto”. A imagem real do Event Horizon Telescope mostra apenas uma sombra circular com um anel de luz.
Curiosidade
Um gigante no centro da nossa galáxia
No centro da Via Láctea existe um buraco negro supermassivo chamado Sagitário A* (lê-se “Sagitário A estrela”). Ele fica a cerca de 26 mil anos-luz da Terra. Em 2022, os cientistas divulgaram a primeira imagem da sombra dele, feita com telescópios do mundo todo trabalhando juntos.
NOSSO INCRÍVEL SISTEMA SOLARNOSSOINCRÍVELSISTEMASOLAR
O Sistema Solar é formado pelo Sol, uma estrela, e por tudo o que gira ao redor dele: oito planetas, luas, planetas anões, asteroides e cometas.
No centro de tudo está o Sol, que é uma estrela. Ele concentra cerca de 99,8% de toda a massa do Sistema Solar. Por isso a gravidade dele mantém todos os planetas em órbita.
São oito planetas reconhecidos. Os quatro mais próximos do Sol são rochosos e menores: Mercúrio, Vênus, Terra e Marte. Os quatro mais distantes são gigantes: Júpiter e Saturno, que são gigantes gasosos, e Urano e Netuno, que são gigantes de gelo.
E Plutão? Ele já foi chamado de planeta, mas em 2006 a União Astronômica Internacional criou uma definição de planeta, e Plutão passou a ser classificado como planeta anão, porque não limpou a vizinhança da sua órbita. Ele continua sendo um mundo muito interessante!
Quando você olhar o Sistema Solar interativo, lembre-se: os tamanhos e as distâncias estão fora de escala para caber na tela. Na realidade, se o Sol fosse do tamanho de uma bola de basquete, a Terra seria menor que um grão de pimenta e ficaria a uns 26 metros de distância.
Clique em um planeta para descobrir como ele é, do que é feito, quão quente ou frio é e uma curiosidade especial.
Sistema Solar interativo
Atenção: tamanhos e distâncias NÃO estão em escala.
Toque em um planeta Clique no Sol ou em qualquer planeta para ver foto, nome, características e uma curiosidade. Plutão não aparece aqui porque é um planeta anão.
Fotografia real
O Sol visto pelo Solar Dynamics Observatory — Cores falsas: o telescópio observa luz ultravioleta, invisível para nós. Crédito: NASA / Solar Dynamics Observatory.
Estrela (anã amarela)
Sol
Tamanho
cerca de 1,39 milhão de km (109 vezes o da Terra)
Temperatura
Superfície: cerca de 5.500 °C · Núcleo: cerca de 15 milhões de °C
Composição
Principalmente hidrogênio e hélio (cerca de 73% e 25% da massa)
É uma estrela, não um planeta: produz a própria luz e calor.
Concentra cerca de 99,8% da massa de todo o Sistema Solar.
Sua luz leva cerca de 8 minutos e 20 segundos para chegar à Terra.
Curiosidade
Cabem mais de 1 milhão de Terras dentro do Sol! Mesmo assim, ele é uma estrela de tamanho médio.
Imagem composta de fotos/dados reais
Mercúrio em cores realçadas — As cores realçadas mostram diferenças nas rochas; os olhos veriam um cinza escuro. Crédito: NASA / Johns Hopkins APL / Carnegie Institution (sonda MESSENGER).
Planeta rochoso
Mercúrio
Tamanho
cerca de 4.880 km (cerca de 1,4 vez o tamanho da Lua)
Distância do Sol
cerca de 58 milhões de km do Sol
Um ano
88 dias terrestres
Temperatura
De cerca de 430 °C de dia a −180 °C de noite
Composição
Rocha e um grande núcleo de ferro
Luas
Nenhuma lua
É o planeta mais próximo do Sol e o menor do Sistema Solar.
Quase não tem atmosfera, por isso a temperatura muda muito entre dia e noite.
Sua superfície é cheia de crateras, parecida com a da Lua.
Curiosidade
Um ano em Mercúrio dura só 88 dias da Terra, mas um dia dele (do nascer ao nascer do Sol) dura cerca de 176 dias terrestres!
Imagem composta de fotos/dados reais
Vênus: visão global simulada — Mapa de radar com cores simuladas: a superfície de Vênus é escondida por nuvens espessas. Crédito: NASA / JPL (sonda Magellan).
Planeta rochoso
Vênus
Tamanho
cerca de 12.100 km (quase igual à Terra)
Distância do Sol
cerca de 108 milhões de km do Sol
Um ano
225 dias terrestres
Temperatura
Cerca de 465 °C na superfície (o planeta mais quente)
Composição
Rocha, com atmosfera de gás carbônico e nuvens de ácido sulfúrico
Luas
Nenhuma lua
A atmosfera é tão densa que a pressão na superfície é cerca de 90 vezes a da Terra.
O efeito estufa intenso o torna mais quente que Mercúrio.
Gira ao contrário da maioria dos planetas: o Sol nasce no oeste.
Curiosidade
Um dia em Vênus (uma volta completa em torno de si mesmo) dura mais que um ano do planeta!
Imagem composta de fotos/dados reais
Blue Marble 2012 — Imagem composta de várias passagens de satélite. Crédito: NASA Earth Observatory / NASA Goddard Space Flight Center (dados do satélite Suomi NPP).
Planeta rochoso
Terra
Tamanho
cerca de 12.750 km
Distância do Sol
cerca de 150 milhões de km do Sol
Um ano
365,25 dias
Temperatura
Média de cerca de 15 °C na superfície
Composição
Rocha e metal por dentro; atmosfera de nitrogênio (78%) e oxigênio (21%); cerca de 71% da superfície coberta de água
Luas
1 lua
É o único lugar conhecido com vida.
Tem água líquida na superfície e uma atmosfera que nos protege.
Tem uma lua: a Lua.
Curiosidade
A Terra não é uma esfera perfeita: ela é um pouco achatada nos polos por causa da rotação.
Terra: uma camada protetora
Troposfera — Onde vivemos, onde ficam as nuvens e acontece o tempo (chuva, vento).
Estratosfera — Contém a camada de ozônio, que filtra boa parte da radiação ultravioleta do Sol.
Mesosfera — Onde muitos meteoroides queimam ao entrar na atmosfera e viram “estrelas cadentes”.
Termosfera — Onde brilham as auroras e onde orbita a Estação Espacial Internacional.
Exosfera — Passagem para o espaço: o ar fica cada vez mais raro.
Fotografia real
Marte visto pelo Telescópio Hubble Crédito: NASA / Telescópio Espacial Hubble.
Planeta rochoso
Marte
Tamanho
cerca de 6.780 km (metade da Terra)
Distância do Sol
cerca de 228 milhões de km do Sol
Um ano
687 dias terrestres
Temperatura
Média de cerca de −60 °C; varia bastante com o lugar e a hora
Composição
Rocha rica em ferro oxidado (daí a cor), atmosfera fina de gás carbônico
Luas
2 luas
A cor vermelha vem da ferrugem (óxido de ferro) no solo.
Tem o maior vulcão conhecido do Sistema Solar: o Monte Olimpo.
No passado teve água líquida na superfície, e há gelo hoje.
Curiosidade
Marte tem duas luas pequenas, Fobos e Deimos, que parecem batatas gigantes.
Imagem composta de fotos/dados reais
Retrato de Júpiter — Mosaico em cores reais montado com várias imagens. Crédito: NASA / JPL / Space Science Institute (sonda Cassini).
Gigante gasoso
Júpiter
Tamanho
cerca de 140.000 km (11 vezes a Terra)
Distância do Sol
cerca de 778 milhões de km do Sol
Um ano
cerca de 12 anos terrestres
Temperatura
Cerca de −110 °C no topo das nuvens
Composição
Principalmente hidrogênio e hélio
Luas
mais de 90 luas conhecidas
É o maior planeta do Sistema Solar.
A Grande Mancha Vermelha é uma tempestade maior que a Terra, observada há séculos.
Gira bem rápido: um dia dura menos de 10 horas.
Curiosidade
Júpiter tem mais de 90 luas conhecidas, e algumas, como Europa, podem esconder oceanos sob o gelo.
Imagem composta de fotos/dados reais
O retrato mais incrível de Saturno — Mosaico feito com várias imagens. Crédito: NASA / JPL / Space Science Institute (sonda Cassini).
Gigante gasoso
Saturno
Tamanho
cerca de 116.500 km (9 vezes a Terra)
Distância do Sol
cerca de 1,4 bilhão de km do Sol
Um ano
cerca de 29 anos terrestres
Temperatura
Cerca de −140 °C no topo das nuvens
Composição
Principalmente hidrogênio e hélio; anéis de gelo e rocha
Luas
mais de 140 luas conhecidas
Seus anéis são feitos de pedaços de gelo e rocha, de grãos a blocos enormes.
É menos denso que a água: ele “flutuaria” em uma banheira gigante.
Tem uma tempestade em forma de hexágono no polo norte.
Curiosidade
Os anéis de Saturno são largos, mas muito finos: em muitos lugares têm só dezenas de metros de espessura.
Fotografia real
Urano visto pela Voyager 2 Crédito: NASA / JPL-Caltech (sonda Voyager 2).
Gigante de gelo
Urano
Tamanho
cerca de 50.700 km (4 vezes a Terra)
Distância do Sol
cerca de 2,9 bilhões de km do Sol
Um ano
cerca de 84 anos terrestres
Temperatura
Cerca de −195 °C no topo das nuvens (mínima perto de −224 °C)
Composição
Hidrogênio, hélio e “gelos” (água, amônia e metano)
Luas
mais de 25 luas conhecidas
Gira deitado, com o eixo inclinado cerca de 98°, como uma bola rolando.
A cor azul-esverdeada vem do gás metano.
Tem anéis finos e escuros.
Curiosidade
Urano foi o primeiro planeta descoberto com telescópio, em 1781, por William Herschel.
Fotografia real
Netuno visto pela Voyager 2 — Contraste realçado. Crédito: NASA / JPL (sonda Voyager 2).
Gigante de gelo
Netuno
Tamanho
cerca de 49.200 km (quase igual a Urano)
Distância do Sol
cerca de 4,5 bilhões de km do Sol
Um ano
cerca de 165 anos terrestres
Temperatura
Cerca de −200 °C no topo das nuvens
Composição
Hidrogênio, hélio e “gelos” (água, amônia e metano)
Luas
mais de 15 luas conhecidas
É o planeta mais distante do Sol.
Tem os ventos mais fortes do Sistema Solar, de mais de 2.000 km/h.
Tem uma lua grande chamada Tritão.
Curiosidade
Netuno foi descoberto em 1846 a partir de cálculos matemáticos, antes mesmo de ser visto!
O Sistema Solar interativo é uma ilustração: tamanhos e distâncias NÃO estão em escala.
Curiosidade
A luz demora a chegar
A luz do Sol leva cerca de 8 minutos e 20 segundos para chegar até nós. Isso significa que, se o Sol sumisse agora, só perceberíamos mais de 8 minutos depois. Já para chegar a Netuno, a luz leva umas 4 horas.
A superfície da Lua é coberta por uma camada de poeira e pedrinhas chamada regolito. Ela parece inofensiva, mas deu muito trabalho aos astronautas.
Regolito é o nome da camada solta de poeira, areia fina e pedaços de rocha que cobre a Lua. Ele se formou ao longo de bilhões de anos: meteoroides, grandes e pequenos, batem na Lua em alta velocidade e quebram as rochas em pedacinhos cada vez menores.
Na Terra, o vento e a água desgastam as rochas e deixam os grãos mais arredondados. Na Lua não há vento, nem chuva, nem oceanos. Por isso muitos grãos de regolito têm pontas afiadas e cantos irregulares, como minúsculos cacos de vidro.
Esse pó é problemático. Ele arranha e desgasta tecidos, vidros e juntas dos trajes e de equipamentos. Os astronautas da Apollo voltaram com as roupas cobertas dele e contaram que seu cheiro lembrava pólvora queimada.
Por que ele gruda tanto? A luz do Sol e as partículas que vêm dele carregam o pó lunar com eletricidade estática. Grãos assim ficam grudados em superfícies, como quando um balão esfregado no cabelo gruda na parede.
Os cientistas estudam o regolito de dois jeitos: analisando amostras trazidas à Terra (a missão Apollo trouxe cerca de 382 kg de rochas e solo) e enviando novos instrumentos para a Lua, para testar como o pó se comporta e como proteger os equipamentos.
Aproximação: da Lua aos grãos de pó
Fotografias reais + um desenho educativo
A Lua vista do espaço é cinzenta, com “mares” escuros (planícies de lava antiga) e áreas claras cheias de crateras.
Imagem composta de fotos/dados reais Lua cheia — NASA Goddard Space Flight Center.
Fotografia real Superfície lunar fotografada pela Apollo 12 — NASA (missão Apollo 12).
Fotografia real Pegada no solo lunar — NASA (missão Apollo 11).
Ilustração educativa Partículas ampliadas.
Área de curiosidades do pó lunar
Toque em um cartão para saber mais
Cheiro de pólvora
Astronautas da Apollo disseram que o pó tinha cheiro de pólvora queimada.
Quando voltavam para o módulo lunar, os trajes cobertos de pó traziam o material para dentro da cabine. Ali, o cheiro era notado, e o pó também causava irritação nos olhos e na garganta de alguns astronautas.
Foto: NASA (missão Apollo 17).
O para-lama improvisado
Na Apollo 17, um para-lama quebrado do jipe lunar espalhava poeira em tudo.
Os astronautas fizeram um para-lama de emergência com mapas e fita adesiva. Os engenheiros do Controle da Missão, na Terra, ajudaram a bolar a solução (na foto, eles analisam o problema).
Foto: NASA (Controle da Missão, Apollo 17).
O solo laranja
Na Apollo 17 foi encontrado solo de cor laranja.
A cor vem de minúsculas esferas de vidro vulcânico, que se formaram em erupções muito antigas na Lua. Os cientistas estudam essas amostras até hoje.
Foto: NASA (missão Apollo 17).
Amostras na Terra
Os astronautas coletaram amostras com pás e ferramentas especiais.
As missões Apollo trouxeram cerca de 382 kg de rochas e solo. As amostras são guardadas em laboratórios especiais e usadas por cientistas do mundo todo, que continuam fazendo descobertas.
Foto: NASA (missão Apollo 17).
A aproximação mistura fotografias reais da Lua e da Apollo com um desenho educativo das partículas ampliadas (o desenho não é uma foto).
Curiosidade
O para-lama de papel e fita
Na missão Apollo 17, em 1972, o para-lama do jipe lunar quebrou e o pó começou a ser lançado sobre os astronautas. Eles consertaram o problema com fita adesiva e mapas dobrados! Foi uma solução criativa que mostrou como o pó lunar pode atrapalhar.
COMO OS FOGUETES CHEGAM AO ESPAÇO?COMOOSFOGUETESCHEGAMAOESPAÇO?
Um foguete é um veículo que usa propulsão para vencer a gravidade e levar satélites, cargas e astronautas para o espaço.
Foguetes funcionam com uma ideia simples: ação e reação. Quando você solta uma bexiga cheia de ar sem amarrar, o ar sai para um lado e a bexiga voa para o outro. No foguete, gases quentes são empurrados para baixo em altíssima velocidade, e o foguete é empurrado para cima. Isso se chama propulsão.
Os gases saem dos motores quando o combustível queima. Mas para queimar é preciso oxigênio. No espaço não existe ar, então o foguete leva também o oxidante, uma substância que fornece o oxigênio. É por isso que ele carrega combustível e oxidante.
Para ficar em órbita, não basta subir: é preciso ganhar muita velocidade, cerca de 28 mil quilômetros por hora, para ficar “caindo” em volta da Terra sem nunca bater nela.
Muitos foguetes têm vários estágios. Quando um estágio termina o combustível, ele se solta e cai, e o foguete fica mais leve. Assim o próximo estágio precisa empurrar menos peso e vai mais longe.
Na ponta do foguete fica a carga: pode ser um satélite ou uma espaçonave com astronautas. Foguete e espaçonave são coisas diferentes: o foguete é o “caminhão” que leva até o espaço; a espaçonave é o veículo que viaja, protege a tripulação ou realiza a missão.
Lançamento simulado
Representação simplificada: não está em escala
Pronto para a contagem
Foguete na plataforma
Contagem regressiva
Decolagem
Subida
Separação de estágios
Carga no espaço
A subida real de um foguete é inclinada: ele ganha velocidade para lado também, para entrar em órbita.
Por dentro do foguete
Clique nas partes (ilustração genérica)
Toque em uma parte
Escolha uma parte da ilustração
Clique nas partes do desenho ou nos botões acima para descobrir a função de cada uma.
Fotografia real
Lançamento da Apollo 11 Crédito: NASA.
Fotografia real
Lançamento da Artemis I Crédito: NASA / Joel Kowsky.
Fotografia real
Falcon 9 e cápsula Dragon da missão Crew-9 Crédito: NASA / Keegan Barber.
A animação de lançamento é uma representação simplificada: o foguete e a trajetória são ilustrados, sem escala real.
Curiosidade
Foguetes que voltam
Durante muito tempo, os estágios dos foguetes caíam e eram descartados. Hoje existem foguetes cujo primeiro estágio volta à Terra e pousa para ser usado de novo. Isso ajuda a reduzir o custo e o desperdício.
COMO OS ASTRONAUTAS SOBREVIVEM NO ESPAÇO?COMOOSASTRONAUTASSOBREVIVEMNOESPAÇO?
O traje espacial funciona como uma pequena nave pessoal: ele protege, fornece ar para respirar e mantém a temperatura do corpo.
No espaço não há ar para respirar, a pressão é quase zero e a temperatura muda muito: pode passar de 100 °C no Sol e ficar bem abaixo de zero na sombra. Também existem partículas muito rápidas, como micrometeoroides. Sem um traje especial, uma pessoa não sobreviveria.
O traje mantém uma pressão parecida com a que o corpo precisa. Ele tem muitas camadas: uma delas é uma roupa íntima com tubinhos de água que esfria o corpo, e as camadas externas protegem do calor, do frio e de pequenos impactos.
O oxigênio vem de uma mochila de suporte à vida, nas costas. Ela também retira o gás carbônico que a pessoa solta ao respirar e faz circular a água de resfriamento.
O capacete tem uma proteção dourada no visor que reflete a luz forte do Sol. Dentro dele há microfone e fones: é assim que o astronauta conversa com os colegas e com o controle na Terra.
As luvas precisam ser fortes, mas ao mesmo tempo flexíveis para segurar ferramentas. As botas protegem os pés e se ajustam à estrutura do traje.
Há trajes para dentro e para fora da nave. Dentro, na decolagem e no retorno, usam-se trajes de proteção (como o laranja da Artemis). Para caminhadas espaciais, usa-se um traje próprio, mais completo.
Conheça o traje espacial
Ilustração simplificada, clique nas partes
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Clique nas partes do desenho ou nos botões acima para descobrir a função de cada uma.
Traje para dentro da nave
Usado na decolagem e no retorno. Protege se a cabine perder pressão; é mais simples e leve.
Traje para caminhada espacial
Usado do lado de fora. Tem mochila de suporte à vida, proteção térmica e contra micrometeoroides. É um mini veículo individual.
Fotografia real
Trajes espaciais na Estação Espacial Internacional Crédito: NASA / Estação Espacial Internacional (Expedição 68).
Fotografia real
Traje espacial na Estação Espacial Internacional Crédito: NASA / Estação Espacial Internacional (Expedição 69).
O astronauta é uma ilustração simplificada, inspirada nos trajes de caminhada espacial da NASA. Cada país e missão usam modelos diferentes.
Curiosidade
Um traje que pesa muito, mas flutua
Na Terra, o traje usado nas caminhadas na Estação Espacial pesa mais de 100 quilos. No espaço, em microgravidade, o astronauta e o traje flutuam e parecem leves. Mas mexer o traje ainda cansa: as luvas, por exemplo, exigem muita força nas mãos.
AS GRANDES AVENTURAS DA EXPLORAÇÃO ESPACIALASGRANDESAVENTURASDAEXPLORAÇÃOESPACIAL
Em pouco mais de 60 anos, saímos de um pequeno satélite em órbita para robôs em Marte e telescópios que olham o começo do Universo.
A exploração espacial começou em 1957, quando a União Soviética lançou o Sputnik 1, o primeiro satélite artificial a orbitar a Terra.
Em 1961, Yuri Gagarin foi o primeiro ser humano a ir ao espaço e dar uma volta em torno da Terra, a bordo da nave Vostok 1.
Em 1969, a missão Apollo 11 levou astronautas à Lua pela primeira vez. Neil Armstrong e Buzz Aldrin caminharam na superfície enquanto Michael Collins os esperava em órbita.
A Estação Espacial Internacional é um laboratório que orbita a Terra e foi construído por vários países. Pessoas vivem e trabalham nela de forma contínua desde o ano 2000.
Robôs exploram Marte há décadas. O Curiosity chegou em 2012, e o Perseverance, em 2021, junto com o pequeno helicóptero Ingenuity, que foi o primeiro a voar em outro planeta.
Em 2021, o Telescópio Espacial James Webb foi lançado. Ele nos permite ver galáxias muito distantes e estudar como o Universo se formou.
Linha do tempo da exploração
Role devagar: a linha dourada acompanha a viagem
Ilustração educativa
O Sputnik 1 — ilustração feita para este projeto. Não é uma fotografia.
4 de outubro de 1957
Sputnik 1
A União Soviética lançou o primeiro satélite artificial da história. Era uma esfera de metal que dava uma volta na Terra a cada cerca de 96 minutos e emitia “bips” de rádio.
Por que foi importante: Mostrou que era possível colocar um objeto em órbita e deu início à era espacial.
Curiosidade “Sputnik” significa “companheiro de viagem” em russo. Ele pesava cerca de 83 kg.
Ilustração educativa
A Vostok 1 em órbita — ilustração simplificada feita para este projeto. Não é uma fotografia.
12 de abril de 1961
Yuri Gagarin e a Vostok 1
O cosmonauta soviético Yuri Gagarin foi o primeiro ser humano a viajar pelo espaço e deu uma volta completa em torno da Terra.
Por que foi importante: Provou que um ser humano podia viver e voltar de uma viagem espacial.
Curiosidade A viagem durou cerca de 108 minutos. Gagarin tinha 27 anos.
Fotografia real
Buzz Aldrin na Lua Crédito: NASA / Neil Armstrong (missão Apollo 11).
20 de julho de 1969
Apollo 11
Os astronautas Neil Armstrong e Buzz Aldrin pousaram na Lua e caminharam na superfície, enquanto Michael Collins os esperava em órbita no módulo de comando.
Por que foi importante: Foi a primeira vez que seres humanos pisaram em outro corpo celeste.
Curiosidade Eles deixaram uma placa com a mensagem “Viemos em paz em nome de toda a humanidade”. Trouxeram para a Terra cerca de 21 kg de amostras lunares.
Fotografia real
A Estação Espacial Internacional Crédito: NASA (missão STS-111).
desde 1998 (moradores desde 2000)
Estação Espacial Internacional
A ISS é um laboratório que orbita a Terra. Foi montada no espaço, módulo por módulo, a partir de 1998, por vários países. Há pessoas morando nela de forma contínua desde novembro de 2000.
Por que foi importante: Permite fazer experimentos científicos em microgravidade e ensina como viver no espaço por muito tempo.
Curiosidade Ela dá uma volta na Terra a cada cerca de 90 minutos, ou seja, os astronautas veem cerca de 16 nasceres do Sol por dia.
Imagem composta de fotos/dados reais
Autorretrato do Perseverance com o Ingenuity — Montagem de várias fotos tiradas pelo próprio robô. Crédito: NASA / JPL-Caltech / MSSS.
2012 e 2021
Robôs em Marte
O Curiosity pousou em Marte em 2012, e o Perseverance, em 2021. Eles analisam rochas, o solo e o clima, e procuram sinais de que Marte já teve condições para a vida. O helicóptero Ingenuity fez o primeiro voo controlado em outro planeta.
Por que foi importante: Ajudam a entender a história de Marte e preparam futuras missões.
Curiosidade O sinal de rádio leva vários minutos para ir da Terra a Marte, por isso os robôs precisam tomar algumas decisões sozinhos.
Fotografia real
Penhascos Cósmicos, na Nebulosa da Quilha (Webb) — Cores atribuídas a luz infravermelha, que não vemos. Crédito: NASA, ESA, CSA, STScI.
25 de dezembro de 2021
Telescópio Espacial James Webb
O maior telescópio espacial já lançado foi para um ponto a cerca de 1,5 milhão de km da Terra. Suas primeiras imagens foram divulgadas em julho de 2022.
Por que foi importante: Ele mostra galáxias muito distantes e antigas e estuda atmosferas de planetas de outras estrelas.
Curiosidade O espelho dele é feito de 18 peças hexagonais cobertas de uma finíssima camada de ouro, ótimo para refletir o infravermelho.
Curiosidade
Mensagem em um disco de ouro
As sondas Voyager, lançadas em 1977, carregam discos de cobre banhados a ouro com sons e imagens da Terra, incluindo saudações em muitos idiomas, para o caso de alguém um dia encontrá-los. A Voyager 1 já está no espaço entre as estrelas.
Telescópios coletam a luz de objetos muito distantes, ou outros tipos de radiação, e nos deixam ver detalhes que os olhos sozinhos não alcançam.
Nossos olhos são pequenos e só enxergam um tipo de luz. Um telescópio funciona como um “balde de luz”: quanto maior a lente ou o espelho, mais luz ele junta e mais fraco é o objeto que conseguimos ver. Os telescópios também ajudam a ver detalhes pequenos e objetos muito distantes.
Existem vários jeitos de separar os telescópios. Um deles é pelo modo de funcionar: refratores usam lentes, refletores usam espelhos, e os catadióptricos combinam lentes e espelhos.
Outra forma é pelo tipo de luz que observam. Radiotelescópios captam ondas de rádio. Há também telescópios para luz visível, infravermelho, ultravioleta, raios X e outros.
Também podemos separar pelo lugar onde ficam. Alguns ficam no chão, em montanhas altas e secas. Outros ficam no espaço, onde a atmosfera da Terra não borra nem bloqueia a luz: são os telescópios espaciais.
O Telescópio Espacial Hubble, lançado em 1990, orbita a Terra e já fez milhões de observações. O Telescópio Espacial James Webb, lançado em 2021, observa principalmente luz infravermelha e está a cerca de 1,5 milhão de quilômetros da Terra.
Cada tipo de luz mostra algo diferente do mesmo lugar. Veja, no comparador, como um mesmo objeto pode parecer diferente conforme a luz que usamos.
Comparador de telescópios
Escolha um tipo para ver como funciona
Desenho educativo, sem escala.
Pelo funcionamento
Refrator
Como funciona
Usa uma lente grande na frente (objetiva) para desviar e juntar a luz em um ponto. Uma lente menor (ocular) amplia a imagem.
Para que serve
Observar a Lua, planetas e estrelas duplas; muito usado por iniciantes e por quem gosta de astronomia.
Curiosidade
Galileu usou um telescópio refrator em 1609-1610 para ver as luas de Júpiter e as crateras da Lua. O dele era bem simples!
Desenho educativo, sem escala.
Pelo funcionamento
Refletor
Como funciona
Usa um espelho curvo no fundo do tubo para juntar a luz. Um espelho menor desvia a luz para a ocular.
Para que serve
Quase todos os grandes telescópios profissionais são refletores, porque é mais fácil fazer espelhos enormes do que lentes enormes.
Curiosidade
Isaac Newton construiu o primeiro telescópio refletor, por volta de 1668.
Desenho educativo, sem escala.
Pelo funcionamento
Catadióptrico
Como funciona
Combina lentes e espelhos: uma lente fina corrige a imagem e espelhos dobram o caminho da luz, deixando o tubo curto.
Para que serve
Observação amadora e fotografia do céu; é compacto e fácil de transportar.
Curiosidade
A luz “dobra” dentro do tubo, por isso um telescópio curto pode ter um alcance longo.
Fotografia real
Foto: antenas de rádio da Rede de Espaço Profundo da NASA (usam o mesmo princípio de um radiotelescópio). Desenho: educativo. Crédito da foto: NASA / JPL-Caltech.
Pela luz que observa
Radiotelescópio
Como funciona
Uma grande antena em forma de prato capta ondas de rádio vindas do espaço e as concentra em um receptor.
Para que serve
Estudar objetos que emitem ondas de rádio, como estrelas de nêutrons e gás frio. Funciona mesmo de dia e com nuvens.
Curiosidade
Radiotelescópios podem trabalhar juntos em vários lugares do mundo, como o Event Horizon Telescope.
Fotografia real
Foto do Telescópio Hubble. Desenho: educativo. Crédito da foto: NASA (tripulação do ônibus espacial).
Pelo lugar onde fica
Telescópio espacial
Como funciona
Fica no espaço, fora da atmosfera. Assim, o ar não borra a imagem e nem bloqueia tipos de luz como o ultravioleta e o infravermelho.
Para que serve
Observar galáxias, nebulosas, planetas distantes e muito mais, com nitidez e em diferentes tipos de luz.
Curiosidade
Hubble e Webb são os mais famosos, mas existem outros, que observam raios X, raios gama e infravermelho.
Dois telescópios espaciais famosos
Fotografias reais feitas por eles
Representação artística
Conceito artístico do Telescópio Hubble — Ilustração artística. Crédito: NASA.
Telescópio Espacial Hubble
Lançado em 1990
Espelho de 2,4 m
Órbita da Terra, a cerca de 540 km de altura
Observa luz visível, ultravioleta e parte do infravermelho
Seu nome homenageia o astrônomo Edwin Hubble, que mostrou que existem outras galáxias além da Via Láctea. Ele foi consertado e melhorado por astronautas durante várias missões.
Fotografia real
Penhascos Cósmicos, na Nebulosa da Quilha (Webb) — Cores atribuídas a luz infravermelha, que não vemos. Crédito: NASA, ESA, CSA, STScI.
Telescópio Espacial James Webb
Lançado em 25 de dezembro de 2021
Espelho de 6,5 m com 18 hexágonos dourados
Fica a cerca de 1,5 milhão de km da Terra
Observa principalmente infravermelho
Ele enxerga através de nuvens de poeira e capta luz de galáxias muito distantes. Seu escudo solar o mantém frio, o que é necessário para observar o infravermelho.
O mesmo Universo, vários tipos de luz
Escolha uma luz
ondas longasondas curtas, mais energia
Rádio
Quem observa: Radiotelescópios
O que mostra: Gás frio e objetos muito energéticos
Infravermelho
Quem observa: Webb, Spitzer
O que mostra: Poeira, estrelas nascendo e galáxias distantes
Luz visível
Quem observa: Hubble, olhos, telescópios comuns
O que mostra: O que nossos olhos conseguem ver
Ultravioleta
Quem observa: Hubble, Sol (SDO)
O que mostra: Estrelas muito quentes e a atmosfera do Sol
Raios X
Quem observa: Chandra
O que mostra: Gás extremamente quente e buracos negros
Fotografia real
Nebulosa do Anel Sul vista pelo Webb — Cores atribuídas a luz infravermelha, que não vemos. Crédito: NASA, ESA, CSA, STScI.
Imagem composta de fotos/dados reais
O centro da Via Láctea visto por três telescópios — Composição de três telescópios: Hubble, Spitzer e Chandra. Crédito: NASA / JPL-Caltech / ESA / CXC / STScI.
Esquerda: a mesma nebulosa vista por duas câmeras do Webb, em dois tipos de luz infravermelha. Direita: o centro da Via Láctea visto por três telescópios — Hubble (infravermelho próximo, em amarelo), Spitzer (infravermelho, em vermelho) e Chandra (raios X, em azul).
Os desenhos de lentes e espelhos são ilustrações educativas. As imagens do Hubble e do Webb são fotografias reais, com cores atribuídas a tipos de luz que não vemos.
Curiosidade
Um telescópio que olha para o passado
A luz demora para viajar, e quanto mais distante é um objeto, mais antiga é a luz que vemos dele. O Telescópio James Webb foi feito para captar a luz de galáxias muito distantes, e assim nos mostra como elas eram há muitos bilhões de anos.
Nome da escola (provisório) · 5º ano · Turma (provisório) · Feira do Conhecimento 2026
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Leve a expedição no celular
Aponte a câmera do celular para o QR Code e visite o site da Missão Universo.
Ainda sem endereço público. Defina publicUrl em src/config/site.ts (ou a variável PUBLIC_SITE_URL no build). Para testar agora, cole o endereço abaixo:
O conhecimento é a nossa maior aventura.
Foto da Terra: NASA Earth Observatory / NASA Goddard Space Flight Center (dados do satélite Suomi NPP).